quarta-feira, 29 de junho de 2011

WikiLeaks revela preocupação do Vaticano com o crescimento dos evangélicos no Brasil.


O papa Bento 16 é aplaudido por fieis ao chegar à Basílica de Aparecida, em São Paulo, durante sua primeira visita ao Brasil em maio de 2007

Documento obtido pelo WikiLeaks e divulgado nesta quarta-feira (29) mostra que, na época da visita do papa Bento 16 ao Brasil, em 2007, o Vaticano estava preocupado com o crescimento dos evangélicos no país e recebeu críticas do monsenhor brasileiro Stefano Migliorelli, que questionou a entidade sobre a falta de padres na América Latina.
O telegrama enviado a Washington em 6 de maio de 2007 relata conversas entre diversos membros do Vaticano e o ex-embaixador americano Francis Rooney, um empresário republicano do ramo de construção e um dos maiores doadores de campanha do ex-presidente americano George W Bush.
O diplomata americano faz um comparativo entre a primeira viagem de João Paulo 2º ao Brasil em 1980, quando os católicos representavam 89% da população e o Censo de 2000, quando o número de católicos era de 74%.
“A cada ano, milhões de católicos latino-americanos deixam suas igrejas para se juntar a congregações evangélicas incentivados pelos pastores destes novos rebanhos”, disse Rooney.
Ainda segundo ele, de acordo com uma análise, enquanto a Igreja Católica concentra-se em “salvar almas”, muitas igrejas evangélicas fazem o possível apenas para matar a sede latino-americana para o misticismo.
Sem revelar fontes, o documento diz que João Paulo 2º descreveu as atividades evangélicas como “sinistras” e que uma das principais tarefas de Bento 16 seria despertar a comunidade católica e encorajar a resistência ao que o papa anterior teria chamado de “caçada por seitas”.
Já Migliorelli, na época chefe da seção brasileira da Secretaria de Estado do Vaticano, reclamou ao diplomata americano sobre o fato de a América Latina não ser uma região prioritária para a Igreja Católica.
Para Migliorelli, o Brasil e a América Latina seriam como “território de missão” --terras que não foram expostas “de maneira consistente” à fé católica. “Temos que ver isso como uma evangelização --começando do zero”, disse Migliorelli.
O monsenhor ainda criticou a quantidade e a qualidade do clero latino-americano.
“A falta de padres em grande parte da América Latina é muito pior do que nos Estados Unidos”, disse. Migliorelli disse também que “o nível de educação dos padres é muito baixo e que muitas vezes eles não aderem aos padrões de disciplina clerical (celibato, ofertas de sacramentos etc)”.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

CRISTO: O CENTRO DA PREGAÇÃO CRISTÃ

Mesmo não sendo um grande pregador, eu gosto de pregar homilética (O termo Homilética é derivado do Grego "HOMILOS" o que significa multidão assembléia do povo, derivando assim outro termo, "HOMILIA" ou pequeno discurso do verbo "OMILEU" conversar. O termo Grego "HOMILIA" significa um discurso com a finalidade de convencer e agradar. Portanto, Homilética significa "A arte de pregar" A arte de falar em público nasceu na Grécia antiga com o nome de Retórica. O cristianismo passou a usar esta arte como meio da pregação, que no século 17 passou a ser chamada de Homilética.)
Vejamos algumas definições que envolve essa matéria:  àqueles que, como eu, se sentem chamados para o Ministério da Pregação. Em minha opinião, não há maior chamado do que este, pois, creio – consoante com a fé reformada – que a pregação é um dos principais meios de graça que Deus concede aos seus eleitos.

Infelizmente, não é difícil perceber que muito daquilo que hoje chamamos de ‘pregação’, pouco ou nada consegue edificar o corpo de Cristo. Tal constatação é grave, pois a Bíblia, nosso principal manual de culto, adverte que toda a liturgia deve visar à edificação de todo o Corpo. De fato, o Novo Testamento coloca muita ênfase sobre a necessidade de haver “edificação” naquilo que fazemos.
Assim, pois, sigamos as coisas que servem para a paz e as que contribuem para a edificação mútua – Romanos 14.9.
Mas, o que profetiza fala aos homens para a edificação, exortação e consolação – I Cor. 14.3.
Ora, quero que todos vós faleis em línguas, mas muito mais que profetizeis, pois quem profetiza é maior do aquele que fala em línguas, a não ser que também interprete para que a Igreja receba edificação – I Cor. 14.5.
Assim também vós, já estais desejosos de dons espirituais, procurai abundar neles para a edificação da Igreja – I Cor. 4.12.
Que diremos, pois, irmãos? Quando vos reunis, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para  edificação – I Cor. 14.26.

Ele deu uns como apóstolos, e outros como profetas, e outros como evangelistas, e outros como pastores e mestres, tendo em vista o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para a edificação do Corpo de Cristo – Efésios 4.11,12.
Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que seja boa para a necessária edificação, a fim de que ministre graça aos que a ouvem – Efésios 4.19.
Paulo zelava tanto pela edificação do Corpo, que ao pressentir que muitos não acatariam os seus conselhos sobre “ordem e decência” no culto cristão, sentenciou:
Se alguém se considera profeta, ou espiritual, admita que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor. Mas, se alguém ignora isto, que também seja ignorado! – I Cor. 14.37,37.